“Escultura Social” “Andante” projecto de António Barros

             ” Refrega “, 2014 

             de Silvestre Pestana

” Refrega ” de Silvestre Pestana. in: Escultura Social- Andante-projecto-de-Antonio-Barros © silvestre pestana

Posted in Uncategorized | Leave a comment

” Drones III “, Performance no Espaço MIRA_Porto / 4 de Janeiro de 2014.

Drones III “, Espaço MIRA_Porto / 4 de Janeiro de 2014.

( Cruzando Fronteiras:  2 helicópteros +  3 robôs de limpeza em cena ).

Drones III ” – Crossing Borders: 3 robots cleaners + 2 helicopters on the stage.

1ª

1a    5a   6a  7a  9a  10a

11a

© Paulo Mendes

12a

13a

14a  

Média:

* ” Drones III “,          http://youtu.be/qyJjqlBBXfg                             (Versão completa)                    © Ricardo Bueno

** ” Drones III “,    http://www.youtube.com/watch?v=RYXdawi8zaQ&feature=youtu.be                © Ludgero Almeida

* ** Reflexão : http://www.youtube.com/watch?v=UspX0-7mpUQ&feature=youtu.be                                               © Ludgero Almeida

Exposição: “Quando ‘te vês’ é tudo”.

Sábado, 4 de janeiro, no Espaço MIRA PROGRAMA do

ciclo de mostras de performance “Constroem o vento”

16h00 – Dalila Vaz

16h30 – António Lago e Susana Chiocca

16h45 – António Olaio

17h00 – Hugo Almeida Pinho

17h15 - Silvestre Pestana

17h30 – Jonathan Saldanha

18h15 – Susana Chiocca – BITCHO projeto performativo

18h30 – “Amanheceu enquanto conversávamos” Conversas entre os artistas, os curadores e o público.

Está patente a exposição “Quando ‘te vês’ é tudo” com:

Silvestre Pestana, António Olaio, Pedro Tudela, António Lago, Vera Mota, Hugo Soares & João Gigante, André Fonseca, Hugo de Almeida Pinho, Horácio Frutuoso, Susana Chiocca e Jonathan Saldanha.

Exposição patente até 4 de Janeiro de 2014.

Curadoria: José Maia, Ana Carolina Frota, Patrícia do Vale, Rita Breda, Suzana Torres Corrêa.

Fotos:     © Ludgero Almeida   © Pedro Nuno Pacheco.

***

“Amanheceu enquanto conversávamos”
Conversa entre os artistas, os curadores e o público no decorrer do ciclo de performances “Constroem o vento” 4 de Janeiro de 2014 Espaço MIRA

Silvestre Pestana ” DRONES III “

Curadoria
José Maia
Ana Carolina Frota
Patrícia do Vale
Rita Breda
Suzana Torres Corrêa

Imagem e Edição
© Ludgero Almeida

———————————————————————–

Escultura Pública

” Rio: Àgua e Sangue “, 2003

600 X 30 X 30 cm em argon linear e metal.
Colecção Museu Bienal de Cerveira.

Apoios: Projecto / Bienal, Plásticos do Sado,Lda.
Mecenato: Reclamos Luminosos Neolux, Lda / Porto.

" Rio: àgua e Sangue", 2003  Colecçao Museu da Bienal de Cerveira                © Silvestre Pestana

” Rio: àgua e Sangue”, 2003
Colecçao Museu da Bienal de Cerveira © Silvestre Pestana

 

 

 

 

 

 

 

 

 

————————————————————————-

outros|:

in : acertainlackofcoherence avatar VITOS FLORES

Captura de ecrã 2014-04-10, às 15.23.09

Posted in Uncategorized | Leave a comment

Silvestre Perstana 45 anos de carreira revisitados JN Madeira_2013

Diario de Noticias Silvestre Pestanas 45 anos de carreiraPOVO NOVO VIRTUAL
  • Silvestre Pestana: ▪   45 anos de carreira revisitado DIÁRIO DE NOTÍCIAS
  • Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2013

 

—————————————————————————————————————-
 .

” POVO NOVO “, 1975. outdoor da exposição  ” POVO-PEOPLE “ in: Comemorações dos 100 anos da República 1910-2010

 .
Captura de ecrã 2014-04-10, às 15.55.43

Outdoor do FotoVideoPoema ” Povo Novo “, 1975, © silvestre pestana

Vista da reprodução em Outdoor do FotoVideoPoema ” Povo Novo “, 1975,

Foto Poema integrado na Exposição ” Povo-People “, durante as Comemorações dos 100 anos da República 1910-2010 que decorreram de 18 de Junho a 19 Setembro_2010 nas instalações da Central Tejo / Fundação EDP que integra o Museu da Electricidade em Belém, Lisboa.
  —————————————————————————————————
.
” TÉCNO-LABIRINTO”, 1979.
Vista de uma das 3 salas da Exposição “ILHAS DESERTAS”, Cooperativa Àrvore -Porto.
in:
” ANOS 70 ATRAVESSAR FRONTEIRAS “, 2009
Fundação Calouste Gulbenkian
.
.
in: " ANOS 70 ATRAVESSAR FRONTEIRAS ",2009, catálogo, pág.172 / Fundação Calouste Gulbenkian© silvestre pestana

” Técno-Labirinto,1979, in: ” ANOS 70 ATRAVESSAR FRONTEIRAS “,2009, catálogo, pág.172 / Fundação Calouste Gulbenkian © silvestre pestana

.
—————————————————–
.
“COMPUTER POETRY”
.TO: E. MELO E CASTRO
.FROM: SILVESTRE PESTANA
 .
"Computer Poetry", Poem Code,1981, ZX 81 publicado no catàlogo ALTERNATIVA II Festival Internacional de Arte Viva 22 a 31  Julho 1982, Almada /Portugal. O conjunto foi posteriormente publicado  em "POEMOGRAFIAS", 1985. © silvestre pestana

“Computer Poetry”, Poem Code,1981, ZX 81, publicado no catálogo ALTERNATIVA II Festival Internacional de Arte Viva 22 a 31 Julho 1982, Almada /Portugal. O conjunto foi posteriormente publicado em “POEMOGRAFIAS”, 1985. © silvestre pestana

.
 .
———————————————————————–
,
 “ POEMOGRAFIAS Perspectivas da Poesia Visual Portuguesa
Coord. Fernando  Aguiar e  Silvestre Pestana,1985
 .
.
Abílio, Alberto Pimenta, Ana Hattherly, Antero de Alda, António Aragao,
António Barros, E. M. de Melo Castro, Fernando Aguiar, José-Alberto Marques,
Salette Tavares, Silvestre Pestana.
 .
.
Capa poemografias

“POEMAGRAFIAS Perspectivas da Poesia Visual Portuguesa”, 1985, edição de 274 páginas, editora Ulmeiro. Foto da capa: COMPUTER POETRY TO: Julian Beck FROM: Silvestre Pestana. Poema Código para Spectrum, 1983. © silvestre pestana

.
 ” UNI VER SÓ “, poema acçao,1985.
 .

© silvestre pestana

” UNI VER SÓ”, poema acção. Performance /80-84. In: “POEMAGRAFIAS Perspectivas da Poesia Visual Portuguesa”, 1985, ed. Ulmeiro, texto. ” APONTAMENTOS DE: LITERATURA INFORMACIONAL OU A POÉTICA DOS ANOS 80, página 203 a 206. Fotos poemas nas páginas 207, 208,209,210, 211212, 213,214,215 e 216″. © silvestre pestana.

. . ” LIGHT PEN “, 1984 .IV Bienal internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira_1984. Praça.

.
 Poema Acção " Light Pen ", 1984, performance: Foto-Poema-Gráfico e Vídeo, PAL, cor, som, 4:3, 5'55'',esta performance teve lugar na praça de Vila Nova de Cerveira durante a IV Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira_1984. Elenco: musica ao vivo de José Oliveira Registo camera: Alexandre Azinheira. in: " POEMOGRAFIAS " ,1985 na publicação que acompanhava a ", Exposiçao itinerante de Poesia Visual 1985, página 79.© silvestre pestana

Poema Acção ” Light Pen “, 1984, performance: Foto-Poema-Gráfico e Vídeo, PAL, cor, som, 4:3, 5’55”,esta performance teve lugar na praça de Vila Nova de Cerveira durante a IV Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira_1984. Elenco: musica ao vivo de José Oliveira Registo camera: Alexandre Azinheira. in: ” POEMOGRAFIAS ” ,1985 na publicação que acompanhava a “, Exposiçao itinerante de Poesia Visual 1985, página 79.© silvestre pestana

. —————————————————— .

.
INFORMARTE PERFORMARTE ou a força da razao”
. entrevista ao ” O Comércio do Porto “,1987.
 .
.
© silvestre pestana

” INFORTMARTE PERFORMARTE…ou a força da razão”, entrevista a Silvestre Pestana, in. “finalmente DOMINGO”, foto de folha de rosto e texto com imagem nas páginas 10 e 11, acompanhado da publicação do ” COMPUTER POETRY “, 1983, poema código para Spectrum ” na caixa ” A poética dos anos 80″,suplemento do O Comércio do Porto, dia 29 Março 1987.© silvestre pestana.

.

© silvestre pestana

” INFORTMARTE PERFORMARTE…ou a força da razão”, entrevista a Silvestre Pestana, in. “finalmente DOMINGO”, texto com imagem nas páginas centrais 10 e 11, acompanhado da publicação do ” COMPUTER POETRY “, 1983, poema código para Spectrum ” na caixa ” A poética dos anos 80″, suplemento do O Comércio do Porto, dia 29 Março 1987.© silvestre pestana

. —————————————————–

.
Performance, Lisboa.
Forum Picoas,1986 .

© silvestre pestana

Perfomance Forum Picoas. Video. © silvestre pestana

. ———————————————————————

.
 R.T.P. 2 / Porto 
“AMAR TE / A MARTE”,1990
.Estudio , Gaia – Porto.
.
© silvestre pestana

” AMAR TE / A MARTE “, 1990, Performance ao vivo na R.T.P. 2, 1990. Video e FotoPoema gráfico.  In: ENCONTRO, suplemento N 212, ” O Comércio do Porto “, PROSA E VERSO, coordenação de José Emídio-Nelson, POÉTICA DO SÉCULO XXI, página 16,     © silvestre pestana.

 

. ———————————————————————

.
Romaria da Autogénese, 2001
( Pilgrimage of Autogénisis), 2001
.
.

" Pilgrimage of Autogénesis ", 2001

” Pilgrimage of Autogénesis “, 2001 was an street action created by João Sousa Cardoso and Daniela Paes Leão from the observation and experience of the Victoria historic district’s community, in Oporto. Performance & foto © silvestre pestana.

.in>              http://joaosousacardoso.pt.vc
.
.
Aside | Posted on by | Leave a comment

ANTÓNIO BARROS O “POVO NOVO” de Novo, ou o Devir da FÉNIX. Silvestre Pestana na Casa da Escrita, em Coimbra.

Image

Depois de Ernesto Melo e Castro, com “Do Leve à Luz” e António Barros, com “Progestos_Obgestos”, duas antologias, parte integrante da primeira fase do ciclo “Nas Escritas PO.EX”, iniciativa da Casa da Escrita de Coimbra, é tempo de uma leitura particular à obra de Silvestre Pestana com a mostra: “POVO NOVO – Virtual”. Um percurso de obra desenvolvida nas últimas três décadas, atividade laboratorial em muitas das circunstâncias desenvolvida na cidade de Coimbra, mormente na comunidade artística ‘Círculo’, CAPC, e no Teatro Estúdio do CITAC (P&P-Artitude:01)….

http://www.triplov.com/novaserie.revista/numero_36/antonio_barros/index.html

 

 

Posted in Uncategorized | Leave a comment

Exposição ” POVO NOVO VIRTUAL” vista geral

Exposição

"Bio-Virtual", (1984), díptico, luz fluorescente, foto B&W, 100 x 100 cm sobre papel.

” Corpo-Performance in Bio-Virtual”, (1984), díptico, luz fluorescente, foto B&W, 100 x 100 cm sobre papel. © silvestre pestana

UNI VER SO 1 Estereoscopia

Poema “UNI VER SO ” desenho Estereoscopico incluído na série “Luso Padrões”, (2000) de 1/12.
© silvestre pestana

Computer Poems Spectrum 1983

Computer Poems Spectrum 1983.
© silvestre pestana

16 PAUTAS (1975)e BIO Virtual video (1983)

16 PAUTAS (1975) e ” BIO Virtual “, video (1984).
© silvestre pestana


” FRACTAL TREES “, 2003. argon modelado. 190 x 80 x 80 cm. espelhos variáveis.
© silvestre pestana

TECNO LABIRINTO (1979)

” POVO NOVO ” e ” TECNO LABIRINTO ” (1979), apresentados na exposição ” ILHAS DESERTAS “, 1979, Cooperativa Árvore_Porto.
© silvestre pestana

Fundação Virtual V5 (SL) e "Computer Poem ZX81 "(1981)

Fundação Virtual V5 (SL) e “Computer Poem ZX81 “, (1981).
© silvestre pestana

"Poem Code" para maquina Spectrum (1983) e bibliografia

“Poem Code” para maquina Spectrum (1983) e bibliografia
© silvestre pestana

Christopher Funkhouser e Silvestre Pestana3-cópia

Professor G.T. FUNKHOUSER ( 2013.03.15 )

http://www.uapress.ua.edu/product/Prehistoric-Digital-Poetry,1831.aspx

fotografia-3

  • Jorge Pais de Sousa ( comissário)
  • António Preto
  • Silvestre Pestana
  • João Sousa Cardoso

————————————————————————–

 Quarta-feira, 13 de março na RTP2 (trailer)

Carina Esteves • produção esectv

ESECTV na RTP2 Trailer do Programa nº244 Emissão: 13 de março de 2013 na RTP2 (01h30)

▪”POVO NOVO VIRTUAL 1966 – 2013“: inserido no ciclo “Nas Escritas PO.EX“, ”, a Casa da Escrita em Coimbra organizou uma exposição dedicada à obra de Silvestre Pestana.

Quarta-feira, 13 de março 2013 na RTP2 ( 01h30)  trailer do Programa nº244.

Quarta-feira, 13 de março 2013 na RTP2 ( 01h30) trailer do Programa nº244.

http://www.youtube.com/watch?v=bUWr4YtODhQ&feature=youtube_gdata

https://www.facebook.com/events/362219437226137/?source=1

—————————————————————————

Cartaz da ” PO:EX 80″  (Foto)

Cartaz da PO:EX 8O (foto)           (Foto: Manaíra Athayde )

————————————————–

Tertúlia no Pátio das Artes

promovida pelo poeta experimental António Aragão

/ Funchal / Madeira 1967-1968 (?)

Tertúlia Pátio das Artes Funchal1

(in F:1)  Aragão (a falar) ; António Rosado; outros.

(in F:2) João Dionisio; Prioste; Luís Angélica a ler poemas (era o responsável pela página juvenil ” Pedra ” do Comércio do Funchal ); Silvestre Pestana. outros. 

© silvestre pestana

———————————————————————————————————-

The Living Theatre em Coimbra

na Universidade de Coimbra e no C.A.P.C.

 "Sete Meditações sobre o Sado-masoquismo Político" por  Living Theatre a 2 de Abril de 1977 no Pátio da Universidade de Coimbra  © silvestre pestana

“Sete Meditações sobre o Sado-masoquismo Político” por Living Theatre a 2 de Abril de 1977 no Pátio da Universidade de Coimbra
© silvestre pestana

A 2 de Abril de 1977, há 37 anos, Coimbra foi contemplada com a presença de um dos mais fundamentais grupos da História do Teatro das últimas vanguardas afirmadas no século XX – The Living Theatre – criado e dirigido por Julian Beck e Judith Malina, todo um teatro outro, onde a estrutura da narração é confiada a vozes exteriores à cena, e a improvisação, bem como a ideia de corpo do actor como fulcro da representação, são elementos decisivos.

O Grupo (“mais uma mini-sociedade de con-vívio do que uma companhia teatral”) que se deslocou a Portugal a convite de José Ernesto de Sousa para inscrever a sua iniciativa Alternativa Zero, em Lisboa, na Galeria Nacional de Arte Moderna (convite formulado através de Silvestre Pestana que acompanhou o Living Theatre sintonizando as suas “contaminaçöes” nos anos 70), teve extensão às cidades do Porto e a Coimbra (presença comissariada por António Barros para o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, CAPC).

No CAPC, realizou o Living o performativo, e em Festa, “Jantar Ritual da Páscoa Judia” numa versão moderna onde, hebreus não crentes, conjugavam cânticos de Joan Baez à poesia de Allen Ginsberg, em paralelo com seminários pelos elementos do Living nas outras salas do CAPC [Ver: Ernesto de Sousa, "Ser Moderno em Portugal" e visitar, até 9 de abril, no CAPC, "A revolução tem que estar perto (parte 1) Em torno de Ernesto de Sousa e das vanguardas artísticas dos anos 70", no âmbito de REDES - Semana Cultural da Universidade de Coimbra 2014].

“Sete Meditações sobre o Sado-masoquismo Político”, foi apresentado no Pátio da Universidade de Coimbra em colaboração com o Museu Nacional de Machado de Castro (era então Director Adriano Gusmão). A Polícia local ainda tentou interceder para impedir a intervenção teatral mas, a verticalidade do então reitor, Ferrer Correia, logo demoveu a obtusidade das forças policiais.

Gusmão chamou a este “Encontro histórico” entre a Universidade de Coimbra e o Living Theatre – “O encontro de duas nobrezas autênticas”.

[Na foto: Living Theatre no Pátio da Universidade de Coimbra. No público, também Silvestre Pestana (E), e Ernesto de Sousa (D)].

António Barros

————————————————–

POVO NOVO VIRTUAL, 1968-2013

de SILVESTRE PESTANA

Exposição patente de 8 de fevereiro a 1 de março de 2013, na Casa da Escrita ** Entrada Livre **

45 anos de intervenção artística

*NAS ESCRITAS PO.EX*

Silvestre Pestana, nasceu em 1949, no Funchal.

Licenciado em Artes Gráficas pela E.SB.A.P. Professor do Ensino Secundário. 1973-84, realizou performances em Coimbra, Porto, V.N. Cerveira, Almada, Viana do Castelo e Estocolmo. 1979-80, realizou 9 vídeos, no Porto. 1980 – Participou no 4º. Festival internacional de Cinema de Animação, Espinho.

Participou nos XXVII Encontros internacionais de Imagem e Som, C.E.A.C., Coimbra. 1981- Estudou electrónica e semi-condutores na T.E.O.R., e Programação de Computadores no I.N.E.S.P..

Leccionou a cadeira de vídeo na E.S.B.A.P., como monitor equiparado. Desde 1982 pertence ao grupo VídeO porto. 1982-84, autor de 3 ‘Computer Poems’  para spectrum. 1983- Colaborador do Curso de Cine-Vídeo da Cooperativa Árvore. 1984- Co-organizador (com Fernando Aguiar) do livro POEMOGRAFIAS/Perspectivas da Poesia Visual Portuguesa, ed. Ulmeiro, publicado em 1985.

Folha de sala:

SILVESTRE PESTANA

POVO NOVO VIRTUAL, 1968-2013

Casa da Escrita
Coimbra, 8 fev – 1 mar.  2013
N a s   E s c r i t a s   P O . E X

No ano em que festejamos 45 anos de intervenção artística de Silvestre Pestana, parece pertinente perguntar o que é que permanece da sua obra?

Permanece uma crítica e desassombrada interrogação poética, sobre os diferentes dispositivos – que resultam da interação das redes de poder e de saber – que modelam a consciência, o comportamento e o corpo do indivíduo, confrontando-nos com a permanente tensão entre coerção e liberdade.

 O termo dispositivo, no uso de Michel Foucault, pode assumir um sentido discursivo (o cânone literário), jurídico (direito à objeção de consciência), político (democracia participativa) militar (bomba de hidrogénio, drones) e tecnológico (fotografia, vídeo, néones, informática, internet).

 É por isso que muitos dos seus trabalhos constituem ruturas experimentais com os conceitos, linguagens e suportes, dominantes nas práticas estéticas na viragem do século XX em Portugal. Fundamental é perceber, neste contexto, a temporalidade em que emerge o seu trabalho.

O início da década de 70, em termos políticos e sociais, é assinalado prematuramente pelo ano de 1968. Em Paris, estudantes e trabalhadores erguem barricadas nas ruas em protesto contra o sistema capitalista e os jovens artistas olham as instituições, de ensino e artísticas, com igual ou maior desprezo, ao mesmo tempo que procuram redefinir o seu sentido e função.

Bernardo Silvestre Pestana que nasce, a 5 de fevereiro de 1949, no Funchal, instala-se  no Porto, neste ano de 1968, para estudar na Escola Superior de Belas Artes (ESBAP), mas não sem antes ter participado, como jovem artista, em exposições coletivas organizadas na Madeira e com itinerância nos Açores.

 Inicia a sua trajetória individual precisamente em 1968, na Galeria Alvarez, no Porto, com a apresentação do poema objeto/colage “Atómico Acto”. Um balão de borracha, identificável com o símbolo da explosão atómica, e assim legendado: ‘construir o poema destruir o objecto’.

 Como escreveu João Fernandes, trata-se de um “enunciado-síntese do contributo da poesia experimental para a redefinição do objecto de arte através da objectualização ou espacialização do texto” (cf. Silvestre Pestana: Águas Vivas, Porto, 2002). Estava aberto o seu próprio caminho. A importância deste poema objeto está reconhecida na magnífica e recente reprodução que dele é feita no catálogo Tarefas Infinitas: Quando a Arte e o Livro se Ilimitam (Lisboa, 2012) da exposição organizada no CAM da Fundação Gulbenkian. É de sublinhar que esta intervenção teve lugar após Natália Correia ter apresentado o livro Mátria, veiculador de um feminismo não agressivo.

 O poema é publicado no ano seguinte na revista Hidra 2 (Lisboa, 1969), organizada por E. M. de Melo e Castro. É neste ano que tem lugar em Coimbra, a crise académica de 1969, com os estudantes grevistas e contestatários a serem punidos com a mobilização militar para fazer a guerra colonial.

 Exila-se na Suécia com o estatuto humanitário, entre 1969 e 1974, onde contacta com o movimento Fluxus e em particular com o trabalho de Nam June Paik, ligado ao happening, à escultura e à arte vídeo (cf. João Sousa Cardoso Silvestre Pestana: Acção Fénix 2.0. Porto, 2010). Participa em exposições e faz performances em Estocolmo. Não obstante, E. M. de Melo e Castro e José Alberto Marques incluem alguns poemas seus na Antologia da Poesia Concreta em Portugal (Lisboa, 1973).

Retoma os estudos, em regime de horário pós-laboral, e faz o Curso de Música Eletrónica e o de Comunicação-Televisão na Universidade de Estocolmo. No regresso do exílio, ocorrido após o 25 de abril de 1974, Silvestre Pestana conclui, em 1980, a licenciatura em Artes Gráficas e Design na ESBAP. Volta a sair de Portugal 1998 para se especializar, desta vez em Inglaterra, e obter o Master em Arte e Educação de Design na Universidade De Monford, em Leicester. Foi professor de vídeo na ESBAP e também na Escola Superior de Educação de Viana do Castelo e de Coimbra. Atualmente é professor do ensino secundário no Porto.

 O regresso do exílio é assinalado com a produção de “Povo Novo” (1975), sem dúvida, uma das suas obras mais emblemáticas. Nele faz arte conceptual ao vivenciar o tempo, o espaço e o material, sem recorrer à sua representação na forma tradicional de objetos. Agora usa o seu corpo como “suporte” e alternativa à “página” que havia utilizado antes como poeta. E joga, de forma intencional, com signos linguísticos (as letras n, p e a palavra ovo) e não linguísticos (o objeto ovo e o próprio corpo). O catálogo da exposição POVO/People (Lisboa, 2010) que esteve patente no Museu da Eletricidade, no âmbito das celebrações do Centenário da República e das obras que mais a marcaram, fazem dele uma obra icónica. 

É a vez do corpo, através da performance e da “body art”, irromper na sua obra como um tema subversivo do lugar da arte e do processo da sua desmaterialização processual.

Inserem-se nesta linha as três fotografias que integram a instalação “Tecno-labirinto”(1979) – com o tema “Improvisações” do grupo Anar Band fundado e constituído, em 1972, por Jorge Lima Barreto e Rui Reininho (GNR) – que surgem como evidências do cruzamento entre corpo e espaço, lugar e retrato, perfomance e fotografia, que “só encontram paralelo nos trabalhos apresentados por Helena Almeida” (cf. JoãoFernandes – Silvestre Pestana: Águas Vivas, Porto, 2002). Na mesma linha se enquadram as quatro fotografias de “Bio-Virtual” (1983), sendo que estas fazem uso de luz fluorescente.

Na sequência, porventura, da presença de The Living Theatre, em Lisboa, Coimbra e Porto – Silvestre Pestana seguiu para Barcelona com o grupo de Julian Beck e Judite Malina, que, aliás, haviam visitado a exposição “Alternativa Zero” neste ano de 1977 – funda com o brasileiro Seme Lutfi, em 1978, Ânima – Teatro Acção de Textos Visuais. Este levou à cena poemas concretos da autoria de poetas experimentais como Alberto Pimenta, António Aragão, Ana Hatherly, Melo e Castro, Salette Tavares e do próprio Silvestre Pestana (cf. António Preto – A Poesia Experimental Portuguesa 1960-1980. Lisboa, 2005).

É um protagonista e destacado cultor da arte vídeo em Portugal. Entre 1979/80, realizou 9 vídeos na ESBAP e vai ser um dos fundadores do Vídeoporto, 1982/84.

Em 1980, apresenta “Radioideologias” na Galeria do Círculo de Artes Plásticas (CAP) de Coimbra.

Outro momento de rutura na sua trajetória é o poema digtial “Povo-Ovo” (1981), resultado de um programa/código que escreveu e publicou num computador ZX81, este, por sua vez, gerou séries de imagens abstratas com recurso às palavras POVO e OVO. Sabemos hoje que é um dos poemas fundadores da poesia digital (cf. C. T. Funkhouser – Prehistoric Digital Poetry, 1959-1995, The University of Alabama Press, 2007).

A versão policromática deste poema é, aliás, o motivo da capa do livro Poemografias: Perspectivas da Poesia Visual Portuguesa (Lisboa, 1985) de que é coorganizador, em conjunto com Fernando Aguiar.

No âmbito de Porto Capital Europeia da Cultura 2001, e influenciado pelas propostas de Bruce Nauman, apresenta na Galeria Alvarez dois grupos escultóricos em néon, “Águas Vivas” e “Meteoro Néon para Vénus.” Obras que fotografadas fazem a capa do albúm Neo Néon (CD), de Jorge Lima Barreto, uma música eletroacústica experimental, do género minimal repetitivo, escrita de propósito para estas estruturas em néon. É a geometria de luz fluida em néon da arquitectura da instalação “Águas Vivas” que obtém, em 2003, o Grande Prémio da XII Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira (cf. Jorge Pais de Sousa – Poética do Contemporâneo em “Águas Vivas”, em Bombart, 2010).

 É, desde 1978, um dos artistas mais marcantes do mais antigo evento internacional de arte contemporânea organizado em Portugal. Por exemplo, na última edição, expôs, na plataforma Second Life, em www.outdoorcerveira.com, o projeto de curadoria que vinha desenvolvendo desde 2005 Galeria Pública para Artes Digitais (cf. catálogo da 16.ª Bienal de Cerveira, 2011).

No âmbito do Line Up Action: Festival Internacional de Arte da Performance de 2010, em Coimbra, apresenta “Acção: Fénix 2.0 e Instalação”, onde cruza linguagens diferentes como a da performance, dos néons e da plataforma virtual Second Life.

 O sentido interventivo e crítico, do efeito devastador junto de populações civis de aeronaves não tripuladas para fins militares, levou-o a apresentar o ano passado a performance/instalação, com música de Vitor Rua, “Piso-2: Drones” (cf. www.youtube.com/watch?v=3prjkAKoJ_c).

Uma parte significativa da sua obra encontra-se depositada no Museu de Serralves e na Fundação Bienal de Cerveira.

Está representado em diversos catálogos como Anos 70: Atravessar Fronteiras: CAM  da FCG (2009), e em diferentes livros antológicos: Antologia da Poesia Visual Europeia  de Josep Figueres e Manuel Seabra (1977); PO.EX: Textos Teóricos e Documentais da Poesia Experimental Portuguesa de Ana Hatherly e E. M. de Melo e Castro (1981); III Rencontres Internationales de Poesie Contemporaine, Festival de Cogolin, França (1986); e Antologia da Poesia Experimental Portuguesa: Anos 60 – Anos 80, de Carlos Mendes de Sousa e Eunice Ribeiro (2004).

Coimbra, 6 de fevereiro de 2013.

Jorge Pais de Sousa

Comissário

Agradecimentos a: Celeste Cerqueira, António Barros, Helena Abreu, Rita Fabiana, Filipe Carvalho e António Monteiro.  © Jorge Pais de Sousa

Image | Posted on by | Leave a comment

“STAIRS”_2001

Escultura Pública:

” Rio: Àgua e Sangue “, 2003.

" Rio: àgua e Sangue", 2003  Colecçao Museu da Bienal de Cerveira                © Silvestre Pestana

” Rio: àgua e Sangue”, 2003
Colecçao Museu da Bienal de Cerveira © Silvestre Pestana

 

 

 

 

 

 

 

 

 

” Rio: Àgua e Sangue “, Vila Nova de Cerveira, 2003.600 X 30 X 30cm, cor: salmao, branco,vermelho, azul em argon linear e metal. Inserida num lago de 600cm diametro.

Colecçao Museu Bienal de Cerveira. Apoios: Projecto /Bienal de Cerveira, Plásticos do Sado: Reclamos Luminos9os Neolux, Lda / Porto

 

 

———————————————————————–

Instalação Neon, 1992 :

 

Materiais: 8 linhas em argon linear (cor salmão) aplicados sobre 6 caixas de alumínio ionizado (castenho) com tamanhos variáveis.

Tamanho: 450 x 250 x 200 cm

in : Catalogo da VII Bienal Internacional de Arte de Cerveira, Instalação (1992)

© silvestre pestana

© silvestre pestana

© silvestre pestana

© silvestre pestana

Image | Posted on by | Tagged | Leave a comment

“STAIRS”_2001

“STAIRS”_2001

© silvestre pestana

Image | Posted on by | Leave a comment