Exposição ” POVO NOVO VIRTUAL” vista geral

Exposição

"Bio-Virtual", (1984), díptico, luz fluorescente, foto B&W, 100 x 100 cm sobre papel.

” Corpo-Performance in Bio-Virtual”, (1984), díptico, luz fluorescente, foto B&W, 100 x 100 cm sobre papel. © silvestre pestana

UNI VER SO 1 Estereoscopia

Poema “UNI VER SO ” desenho Estereoscopico sobre tela incluído na série “Luso Padrões”, (2000) de 1/12.
© silvestre pestana

Computer Poems Spectrum 1983

Computer Poems Spectrum 1983.
© silvestre pestana

16 PAUTAS (1975)e BIO Virtual video (1983)

16 PAUTAS (1975) e ” BIO Virtual “, video (1984).
© silvestre pestana

” FRACTAL TREES “, 2003. argon modelado. 190 x 80 x 80 cm. espelhos variáveis.
© silvestre pestana

TECNO LABIRINTO (1979)

” POVO NOVO ” e ” TECNO LABIRINTO ” (1979), apresentados na exposição ” ILHAS DESERTAS “, 1979, Cooperativa Árvore_Porto.
© silvestre pestana

Fundação Virtual V5 (SL) e "Computer Poem ZX81 "(1981)

Fundação Virtual V5 (SL) e “Computer Poem ZX81 “, (1981).
© silvestre pestana

"Poem Code" para maquina Spectrum (1983) e bibliografia

“Poem Code” para maquina Spectrum (1983) e bibliografia
© silvestre pestana

Christopher Funkhouser e Silvestre Pestana3-cópia

Professor G.T. FUNKHOUSER ( 2013.03.15 ) http://www.uapress.ua.edu/product/Prehistoric-Digital-Poetry,1831.aspx

fotografia-3

  • Jorge Pais de Sousa ( comissário)
  • António Preto
  • Silvestre Pestana
  • João Sousa Cardoso

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 Quarta-feira, 13 de março na RTP2 (trailer)

Carina Esteves • produção esectv ESECTV na RTP2

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Trailer do Programa nº244 Emissão: 13 de março de 2013 na RTP2 (01h30) ▪”POVO NOVO VIRTUAL 1966 – 2013“: inserido no ciclo “Nas Escritas PO.EX“, ”, a Casa da Escrita em Coimbra organizou uma exposição dedicada à obra de Silvestre Pestana.

Quarta-feira, 13 de março 2013 na RTP2 ( 01h30) trailer do Programa nº244.

Quarta-feira, 13 de março 2013 na RTP2 ( 01h30) trailer do Programa nº244.

http://www.youtube.com/watch?v=bUWr4YtODhQ&feature=youtube_gdata

https://www.facebook.com/events/362219437226137/?source=1

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Cartaz da ” PO:EX 80″ de Ernesto Melo e Castro

Cartaz da PO:EX 8O (foto)

(Foto: Manaíra Athayde )

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Tertúlia no Pátio das Artes promovida pelo poeta experimental António

Aragão / Funchal / Madeira 1967-1968 (?)

Tertúlia Pátio das Artes Funchal1

(in F:1)  Aragão (a falar) ; António Rosado; outros. (in F:2) João Dionisio; Prioste; Luís Angélica a ler poemas (era o responsável pela página juvenil ” Pedra ” do Comércio do Funchal ); Silvestre Pestana. outros.  © silvestre pestana

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The Living Theatre em Coimbra na Universidade de Coimbra e no C.A.P.C.

 "Sete Meditações sobre o Sado-masoquismo Político" por Living Theatre a 2 de Abril de 1977 no Pátio da Universidade de Coimbra © silvestre pestana

“Sete Meditações sobre o Sado-Masoquismo Político” por Living Theatre a 2 de Abril de 1977 no Pátio da Universidade de Coimbra
© silvestre pestana

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A 2 de Abril de 1977, há 37 anos, Coimbra foi contemplada com a presença de um dos mais fundamentais grupos da História do Teatro das últimas vanguardas afirmadas no século XX – The Living Theatre – criado e dirigido por Julian Beck e Judith Malina, todo um teatro outro, onde a estrutura da narração é confiada a vozes exteriores à cena, e a improvisação, bem como a ideia de corpo do actor como fulcro da representação, são elementos decisivos. O Grupo (“mais uma mini-sociedade de con-vívio do que uma companhia teatral”) que se deslocou a Portugal a convite de José Ernesto de Sousa para inscrever a sua iniciativa Alternativa Zero, em Lisboa, na Galeria Nacional de Arte Moderna (convite formulado através de Silvestre Pestana que acompanhou o Living Theatre sintonizando as suas “contaminaçöes” nos anos 70), teve extensão às cidades do Porto e a Coimbra (presença comissariada por António Barros para o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, CAPC). No CAPC, realizou o Living o performativo, e em Festa, “Jantar Ritual da Páscoa Judia” numa versão moderna onde, hebreus não crentes, conjugavam cânticos de Joan Baez à poesia de Allen Ginsberg, em paralelo com seminários pelos elementos do Living nas outras salas do CAPC [Ver: Ernesto de Sousa, “Ser Moderno em Portugal” e visitar, até 9 de abril, no CAPC, “A revolução tem que estar perto (parte 1) Em torno de Ernesto de Sousa e das vanguardas artísticas dos anos 70”, no âmbito de REDES – Semana Cultural da Universidade de Coimbra 2014]. “Sete Meditações sobre o Sado-masoquismo Político”, foi apresentado no Pátio da Universidade de Coimbra em colaboração com o Museu Nacional de Machado de Castro (era então Director Adriano Gusmão). A Polícia local ainda tentou interceder para impedir a intervenção teatral mas, a verticalidade do então reitor, Ferrer Correia, logo demoveu a obtusidade das forças policiais. Gusmão chamou a este “Encontro histórico” entre a Universidade de Coimbra e o Living Theatre – “O encontro de duas nobrezas autênticas”. [Na foto: Living Theatre no Pátio da Universidade de Coimbra. No público, também Silvestre Pestana (E), e Ernesto de Sousa (D)].

António Barros

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POVO NOVO VIRTUAL, 1968-2013

de SILVESTRE PESTANA

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Exposição patente de 8 de fevereiro a 1 de março de 2013, na Casa da Escrita ** Entrada Livre ** 45 anos de intervenção artística *NAS ESCRITAS PO.EX* Silvestre Pestana, nasceu em 1949, no Funchal. Licenciado em Artes Gráficas pela E.SB.A.P. Professor do Ensino Secundário. 1973-84, realizou performances em Coimbra, Porto, V.N. Cerveira, Almada, Viana do Castelo e Estocolmo. 1979-80, realizou 9 vídeos, no Porto. 1980 – Participou no 4º. Festival internacional de Cinema de Animação, Espinho. Participou nos XXVII Encontros internacionais de Imagem e Som, C.E.A.C., Coimbra. 1981- Estudou electrónica e semi-condutores na T.E.O.R., e Programação de Computadores no I.N.E.S.P.. Leccionou a cadeira de vídeo na E.S.B.A.P., como monitor equiparado. Desde 1982 pertence ao grupo VídeO porto. 1982-84, autor de 3 ‘Computer Poems’  para spectrum. 1983- Colaborador do Curso de Cine-Vídeo da Cooperativa Árvore. 1984- Co-organizador (com Fernando Aguiar) do livro POEMOGRAFIAS/Perspectivas da Poesia Visual Portuguesa, ed. Ulmeiro, publicado em 1985. Folha de sala: SILVESTRE PESTANA POVO NOVO VIRTUAL, 1968-2013 Casa da Escrita
Coimbra, 8 fev – 1 mar.  2013
N a s   E s c r i t a s   P O . E X No ano em que festejamos 45 anos de intervenção artística de Silvestre Pestana, parece pertinente perguntar o que é que permanece da sua obra? Permanece uma crítica e desassombrada interrogação poética, sobre os diferentes dispositivos – que resultam da interação das redes de poder e de saber – que modelam a consciência, o comportamento e o corpo do indivíduo, confrontando-nos com a permanente tensão entre coerção e liberdade.  O termo dispositivo, no uso de Michel Foucault, pode assumir um sentido discursivo (o cânone literário), jurídico (direito à objeção de consciência), político (democracia participativa) militar (bomba de hidrogénio, drones) e tecnológico (fotografia, vídeo, néones, informática, internet).  É por isso que muitos dos seus trabalhos constituem ruturas experimentais com os conceitos, linguagens e suportes, dominantes nas práticas estéticas na viragem do século XX em Portugal. Fundamental é perceber, neste contexto, a temporalidade em que emerge o seu trabalho. O início da década de 70, em termos políticos e sociais, é assinalado prematuramente pelo ano de 1968. Em Paris, estudantes e trabalhadores erguem barricadas nas ruas em protesto contra o sistema capitalista e os jovens artistas olham as instituições, de ensino e artísticas, com igual ou maior desprezo, ao mesmo tempo que procuram redefinir o seu sentido e função. Bernardo Silvestre Pestana que nasce, a 5 de fevereiro de 1949, no Funchal, instala-se  no Porto, neste ano de 1968, para estudar na Escola Superior de Belas Artes (ESBAP), mas não sem antes ter participado, como jovem artista, em exposições coletivas organizadas na Madeira e com itinerância nos Açores.  Inicia a sua trajetória individual precisamente em 1968, na Galeria Alvarez, no Porto, com a apresentação do poema objeto/colage “Atómico Acto”. Um balão de borracha, identificável com o símbolo da explosão atómica, e assim legendado: ‘construir o poema destruir o objecto’.  Como escreveu João Fernandes, trata-se de um “enunciado-síntese do contributo da poesia experimental para a redefinição do objecto de arte através da objectualização ou espacialização do texto” (cf. Silvestre Pestana: Águas Vivas, Porto, 2002). Estava aberto o seu próprio caminho. A importância deste poema objeto está reconhecida na magnífica e recente reprodução que dele é feita no catálogo Tarefas Infinitas: Quando a Arte e o Livro se Ilimitam (Lisboa, 2012) da exposição organizada no CAM da Fundação Gulbenkian. É de sublinhar que esta intervenção teve lugar após Natália Correia ter apresentado o livro Mátria, veiculador de um feminismo não agressivo.  O poema é publicado no ano seguinte na revista Hidra 2 (Lisboa, 1969), organizada por E. M. de Melo e Castro. É neste ano que tem lugar em Coimbra, a crise académica de 1969, com os estudantes grevistas e contestatários a serem punidos com a mobilização militar para fazer a guerra colonial.  Exila-se na Suécia com o estatuto humanitário, entre 1969 e 1974, onde contacta com o movimento Fluxus e em particular com o trabalho de Nam June Paik, ligado ao happening, à escultura e à arte vídeo (cf. João Sousa Cardoso Silvestre Pestana: Acção Fénix 2.0. Porto, 2010). Participa em exposições e faz performances em Estocolmo. Não obstante, E. M. de Melo e Castro e José Alberto Marques incluem alguns poemas seus na Antologia da Poesia Concreta em Portugal (Lisboa, 1973). Retoma os estudos, em regime de horário pós-laboral, e frequenta o Curso de Música Eletrónica e o de Comunicação-Televisão na Universidade de Estocolmo. No regresso do exílio, ocorrido após o 25 de abril de 1974, Silvestre Pestana conclui, em 1980, a licenciatura em Artes Gráficas e Design na ESBAP. Volta a sair de Portugal 1998 para se especializar, desta vez em Inglaterra, e obter o Master em Arte e Educação de Design na Universidade De Monford, em Leicester. Foi professor de vídeo na ESBAP e também na Escola Superior de Educação de Viana do Castelo e de Coimbra. Atualmente é professor do ensino secundário no Porto.  O regresso do exílio é assinalado com a produção de “Povo Novo” (1975), sem dúvida, uma das suas obras mais emblemáticas. Nele faz arte conceptual ao vivenciar o tempo, o espaço e o material, sem recorrer à sua representação na forma tradicional de objetos. Agora usa o seu corpo como “suporte” e alternativa à “página” que havia utilizado antes como poeta. E joga, de forma intencional, com signos linguísticos (as letras n, p e a palavra ovo) e não linguísticos (o objeto ovo e o próprio corpo). O catálogo da exposição POVO/People (Lisboa, 2010) que esteve patente no Museu da Eletricidade, no âmbito das celebrações do Centenário da República e das obras que mais a marcaram, fazem dele uma obra icónica.  É a vez do corpo, através da performance e da “body art”, irromper na sua obra como um tema subversivo do lugar da arte e do processo da sua desmaterialização processual. Inserem-se nesta linha as três fotografias que integram a instalação “Tecno-labirinto”(1979) – com o tema “Improvisações” do grupo Anar Band fundado e constituído, em 1972, por Jorge Lima Barreto e Rui Reininho (GNR) – que surgem como evidências do cruzamento entre corpo e espaço, lugar e retrato, perfomance e fotografia, que “só encontram paralelo nos trabalhos apresentados por Helena Almeida” (cf. JoãoFernandes – Silvestre Pestana: Águas Vivas, Porto, 2002). Na mesma linha se enquadram as quatro fotografias de “Bio-Virtual” (1983), sendo que estas fazem uso de luz fluorescente. Na sequência, porventura, da presença de The Living Theatre, em Lisboa, Coimbra e Porto – Silvestre Pestana seguiu para Barcelona com o grupo de Julian Beck e Judite Malina, que, aliás, haviam visitado a exposição “Alternativa Zero” neste ano de 1977 – funda com o brasileiro Seme Lutfi, em 1978, Ânima – Teatro Acção de Textos Visuais. Este levou à cena poemas concretos da autoria de poetas experimentais como Alberto Pimenta, António Aragão, Ana Hatherly, Melo e Castro, Salette Tavares e do próprio Silvestre Pestana (cf. António Preto – A Poesia Experimental Portuguesa 1960-1980. Lisboa, 2005). É um protagonista e destacado cultor da arte vídeo em Portugal. Entre 1979/80, realizou 9 vídeos na ESBAP e vai ser um dos fundadores do Vídeoporto, 1982/84. Em 1980, apresenta “Radioideologias” na Galeria do Círculo de Artes Plásticas (CAP) de Coimbra. Outro momento de rutura na sua trajetória é o poema digtial “Povo-Ovo” (1981), resultado de um programa/código que escreveu e publicou num computador ZX81, este, por sua vez, gerou séries de imagens abstratas com recurso às palavras POVO e OVO. Sabemos hoje que é um dos poemas fundadores da poesia digital (cf. C. T. Funkhouser – Prehistoric Digital Poetry, 1959-1995, The University of Alabama Press, 2007). A versão policromática deste poema é, aliás, o motivo da capa do livro Poemografias: Perspectivas da Poesia Visual Portuguesa (Lisboa, 1985) de que é coorganizador, em conjunto com Fernando Aguiar. No âmbito de Porto Capital Europeia da Cultura 2001, e influenciado pelas propostas de Bruce Nauman, apresenta na Galeria Alvarez dois grupos escultóricos em néon, “Águas Vivas” e “Meteoro Néon para Vénus.” Obras que fotografadas fazem a capa do albúm Neo Néon (CD), de Jorge Lima Barreto, uma música eletroacústica experimental, do género minimal repetitivo, escrita de propósito para estas estruturas em néon. É a geometria de luz fluida em néon da arquitectura da instalação “Águas Vivas” que obtém, em 2003, o Grande Prémio da XII Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira (cf. Jorge Pais de Sousa – Poética do Contemporâneo em “Águas Vivas”, em Bombart, 2010).  É, desde 1978, um dos artistas mais marcantes do mais antigo evento internacional de arte contemporânea organizado em Portugal. Por exemplo, na última edição, expôs, na plataforma Second Life, em www.outdoorcerveira.com, o projeto de curadoria que vinha desenvolvendo desde 2005 Galeria Pública para Artes Digitais (cf. catálogo da 16.ª Bienal de Cerveira, 2011). No âmbito do Line Up Action: Festival Internacional de Arte da Performance de 2010, em Coimbra, apresenta “Acção: Fénix 2.0 e Instalação”, onde cruza linguagens diferentes como a da performance, dos néons e da plataforma virtual Second Life.  O sentido interventivo e crítico, do efeito devastador junto de populações civis de aeronaves não tripuladas para fins militares, levou-o a apresentar o ano passado a performance/instalação, com música de Vitor Rua, “Piso-2: Drones” (cf. www.youtube.com/watch?v=3prjkAKoJ_c). Uma parte significativa da sua obra encontra-se depositada no Museu de Serralves e na Fundação Bienal de Cerveira. Está representado em diversos catálogos como Anos 70: Atravessar Fronteiras: CAM  da FCG (2009), e em diferentes livros antológicos: Antologia da Poesia Visual Europeia  de Josep Figueres e Manuel Seabra (1977); PO.EX: Textos Teóricos e Documentais da Poesia Experimental Portuguesa de Ana Hatherly e E. M. de Melo e Castro (1981); III Rencontres Internationales de Poesie Contemporaine, Festival de Cogolin, França (1986); e Antologia da Poesia Experimental Portuguesa: Anos 60 – Anos 80, de Carlos Mendes de Sousa e Eunice Ribeiro (2004). Coimbra, 6 de fevereiro de 2013. Jorge Pais de Sousa Comissário Agradecimentos a: Celeste Cerqueira, António Barros, Helena Abreu, Rita Fabiana, Filipe Carvalho e António Monteiro.

© Jorge Pais de Sousa

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